terça-feira, 5 de maio de 2009

"Óbvio é aquilo que ninguém vê!" Será?


Aconteceu o que não era esperado. Nunca imaginei falar isso um dia. Mas..
Acho q estou me tornando comum, Óbvio!

Tenho achado perfeitamente normal ler uma manchete onde mãe mata a filha viciada. Traficantes matam policiais, mais um policial corrompido pelo tráfico.
Sabe aquela propaganda da Oi falando do absurdo que é pagar multa pra sair da operadora? Nela as pessoas andam pelas ruas e os carros pelas calçadas, o vinho é servido no grande prato raso...
É como se tudo isso já fosse normal pra mim.
Tenho me estressado bastante com o trabalho. Dores no peito, falta de ar e tudo. E adivinhem!! Tenho achado tudo isso normal!
Nada mais me espanta. As emoções não se contrapõem. Alegria e tristeza são a mesma coisa.
Tanto que ontem parei pra pensar um pouco em minha vida. E foi por acaso, olha que interessante! Não foi programado como quase tudo! As coisas ainda acontecem sozinhas...

No domingo fui caminhar na praia com a Lívia, fomos até o museu. Antes disso levei café na cama pra ela, demos um jeitinho na casa e saímos.
Lá chegando, sentamos à sombra e contemplamos a vista num imenso céu azul, contrastando com a flor de concreto! Comemos um bolo de cenoura e voltamos caminhando, brincando um com o outro! Almoço em família, risos, cochilos, futebol...

Um fim de semana comum! Normal! Vejam que interessante novamente. Um dia comum de uma vida que vai na direção contrária! Caramba!!! Tiramos fotos sorrindo, felizes!!!
O dia estava lindo!!!
Redescobri que AMO fotografar!

Faltava um dia absurdo assim. Onde a alegria seja mais comum que a tristeza, pra me dar conta que ainda vivo!

Estava precisando disso, pra perceber que ando pra baixo. Tanto tempo imerso nessa deprê sem fim, que tinha me esquecido do prazer de admirar o contraste de uma pele morena com o céu azul!
E de fotografar isso!!!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

"Às vezes parecia
Que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos
Tão certo...

Teríamos o mundo inteiro
E até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços
De vidro...

Mas percebo agora
Que o teu sorriso
Vem diferente
Quase parecendo te ferir...

Não queria te ver assim
Quero a tua força
Como era antes
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada...

Às vezes parecia
Que era só improvisar
E o mundo então seria
Um livro aberto...

Até chegar o dia
Em que tentamos ter demais
Vendendo fácil
O que não tinha preço...

Eu sei é tudo sem sentido
Quero ter alguém
Com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim...

Nada mais vai me ferir
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada
Que eu segui
E com a minha própria lei...

Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Como sei que tens também..."

Legião Urbana

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Caminho Atrás da Barreira


As nuvens não são barreiras

São vapores, fumaça, negras, brancas.

Elas são esnobes, pairam sobre as nossas cabeças

Pálidas, negras

Resmungam quando não há vento e invejam-nos, por andarmos sem ele.

E nós a invejamos por voarem.

Passamos dentro delas e elas apenas por cima de nossas cabeças

Pálidas, negras

Só combinam com o azul. Contrastam e destacam-se.

Despercebidas no frio, choram a chuva.

Estão à mercê do vento. E nós a mercê de nós mesmos.

E elas invejam-nos.

São temas de músicas

Mas não sabem assobiar.

Pálidas, negras.

Temos a certeza que atrás daquela, bem espessa de tanta inveja

Há o mesmo céu azul.

Atrás das barreiras ainda há o caminho.

Elas me bloqueiam o sol

Tamanha raiva

Raiva sentimos porque elas voam

Pálidas, negras

Talvez quisesse ser nuvem. Voar sem rumo.

Evaporar, fundir no azul

Mas ainda precisaria do vento pra andar

E não passaria por dentro de ninguém

Apenas o avião me cortaria

Pessoas me cortam hoje também

E eu não vôo.

Não queria evaporar, queria somente ser nuvem.

Pálida, negra...

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Imagine




De quase tudo que vejo
Em quase nada me sinto
No escuro só enxergo o silêncio
Esquivo
Pulo
Agarro
e torço
Espremo bem, pra tirar qualquer impureza
Agora pego no colo e cuido
Porcelana chinesa
Raridade imensurável
Desvalorizada
Essencial
Paz.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Louva a tu
Louva a mim
Louva a tudo que seja
Louvável.
De proeza em proeza
Louvado seja
Lavado esteja
Vosso espírito
E que de belo tenha
Que ser louvado
Por quem quer que seja

Louvemos àquilo que não
Vemos
Sentimentos sublimes
Que esquecemos
Oremos

Louva-a-Deus

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